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31 de janeiro de 2012

Os riscos de dar remédios aos pets.

Ao medicar cães e gatos por conta própria, donos podem até colocar a vida dos animais em risco.

Para os males mais comuns na vida de quem tem bicho de estimação existem diversas sugestões de remédios na ponta da língua de amigos que também têm bichos. A questão é que o dono que acata e medica seu pet por conta própria, quase sempre, não está ajudando seu animal.

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“O grande erro é tratar o cachorro como uma pessoa pequena, e o gato como um cachorro pequeno. Cada bicho tem um metabolismo diferente, e cada droga é uma nova experiência para o organismo”, alerta Eduardo Schmidd, médico veterinário do Hospital Veterinário Rebouças.
Além de ser impossível para um leigo prever como o organismo do animal vai reagir ao medicamento, o diagnóstico deve ser feito por um veterinário, que sabe interpretar corretamente os sintomas que o animal apresenta e os que o dono relata.
“O dono às vezes lê os sinais de forma errada, como interpretar focinho seco como febre, que nem sempre é”, afirma Schmidd.
Muitos donos acham que podem medicar seus animais porque diversos remédios para animais são os mesmos usados por humanos. Porém, há raças e espécies que metabolizam e toleram de formas específicas cada medicamento. É o caso de alguns tipos de antibióticos específicos para cães ou gatos, por exemplo. Idade, sobretudo nos extremos, filhotes ou idosos, também interferem na prescrição.
“A medicação para uma pessoa de 70 quilos e para um cachorro de um quilo precisa ter dosagens diferentes”, diz o veterinário.
Calmantes naturais
Acalmar o estresse é uma das situações mais comuns de medicação caseira, em casos de como barulho de fogos ou viagens, por exemplo. Muitos donos administram remédios como o Acepran, de venda controlada, e deveriam ser usados apenas com prescrição veterinária. “Há risco até de óbito, porque fatores como condições pré-existentes ou raça tornam o animal mais sensível aos medicamentos”, diz a veterinária Janaína Reis, da clínica Mister Vet.

Schmidd vai além: medo de estampidos ou ansiedade precisam ser resolvidos por um especialista em comportamento animal, para associar barulho ou viagens a coisas boas. “Drogas vão apenas minimizar a reação do bicho ao agente, mas ele vai continuar apavorado. Remédio nesse caso não adianta”, afirma.
Outro risco é o remédio mascarar doenças sérias. Ao dar o remédio para tentar resolver uma luxação na patinha ou falta de apetite, o dono acaba causando diarréias, vômito, danos no sistema renal, hepático, neurológico e até a morte do animal – além de mascarar a causa do problema. “Dar analgésico para baixar uma febre, por exemplo, é uma perda de tempo, se a causa for uma doença infecciosa”, diz o veterinário. Diante de sintomas como apatia ou suspeita de dor, o dono deve ao menos consultar o veterinário, caso não possa levá-lo numa consulta de imediato.

 

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Fonte: Verônica Mambrini, iG São Paulo | 31/01/2012


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Pressão arterial deve ser medida nos dois braços do paciente.

Revisão mostra que medidas diferentes nos membros indicam doença vascular.

Uma revisão de 28 estudos publicada na versão online da revista The Lancet aponta que os médicos deveriam medir a pressão arterial nos dois braços do paciente - e não apenas em um, como ocorre na maioria dos consultórios.
Isso porque medidas diferentes de pressão nos braços podem indicar risco aumentado de doença vascular periférica.
Saiba tudo sobre a hipertensão

Medir a pressão nos dois braços já é recomendado nas diretrizes de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia - a última atualização foi publicada em 2010. A norma orienta que na primeira consulta os médicos meçam a pressão nos quatro membros do paciente: nos dois braços e nas duas pernas - o que nem sempre acontece.
Faça o teste e veja se a sua alimentação é rica em sódio, nutriente nocivo para o coração

A revisão foi conduzida pelo médico Christopher Clark, da Universidade Exeter (Grã-Bretanha), e demonstrou que uma diferença de pressão sistólica acima de 15 milímetros de mercúrio (mm Hg) entre os dois braços está associada ao maior risco de ter uma das artérias parcialmente obstruída.
Seria o caso, por exemplo, de um paciente ter a pressão arterial de 120 mm Hg por 80 mm Hg (12 por 8) em um dos braços e de 140 mm Hg por 80 mm Hg (14 por 8) no outro. A diferença de 140 para 120 é 20. Segundo o estudo, o paciente deveria ser encaminhado para exames mais específicos.
Veja como é o exame que monitora a pressão

No Brasil, as diretrizes recomendam uma investigação mais aprofundada apenas nos casos em que a medição da pressão apresentar uma diferença superior a 20 mm Hg entre os dois braços. Para o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do InCor, esse é um ponto que poderá ser reavaliado no País. "Uma das coisas mais importantes desse estudo é que a diferença de pressão entre os dois braços a ser considerada perigosa é de 15, enquanto aqui no Brasil o valor é 20. Talvez a gente tenha de rever as diretrizes e também baixar esse número", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga lendo:
Os riscos da pressão baixa




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Crianças criadas com afeto têm maior hipocampo

Estudo mostrou que há um forte vínculo entre a interação com os pais e o tamanho de área cerebral encarregada da memória.
Pesquisadores mostraram que afeto pode provocar mudanças anatômica no cérebro
As crianças criadas com afeto têm o hipocampo - área do cérebro encarregada da memória - quase 10% maior que as demais, revela um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS").
A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade Washington de Saint Louis, "sugere um claro vínculo entre a criação e o tamanho do hipocampo", explica a professora de psiquiatria infantil Joan L. Luby, uma das autoras.
Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe.

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Novos neurônios do cérebro adulto têm função específica
Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos
Conheça quatro mitos sobre o funcionamento do cérebro humano
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Foram analisadas imagens do cérebro de 92 dessas crianças, algumas mentalmente saudáveis e outras com sintomas de depressão. As crianças saudáveis e criadas com afeto tinham o hipocampo quase 10% maior que as demais. "Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação", ressalta Luby.
A professora defende que os pais criem os filhos com amor e cuidado, pois, segundo ela, isso "claramente tem um impacto muito grande no desenvolvimento posterior".
Durante anos, muitas pesquisas enfatizaram a importância da criação, mas quase sempre focadas em fatores psicossociais e no rendimento escolar. O trabalho publicado nesta segunda-feira, no entanto, "é o primeiro que realmente mostra uma mudança anatômica no cérebro", destaca Luby.
Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores indicam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós.




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Fonte:Home iG - EFE | 31/01/2012
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ONG divulga fotos de índios isolados na amazônia peruana.

Tribo da etnia Mashco-Piro foi fotografada durante expedição que buscava registrar pássaros na região amazônica.

 A organização não-governamental Survival International divulgou nesta terça-feira novas fotos de índios isolados da etnia Mashco-Piro que vivem no Parque Nacional de Manú, localizado dentro da região amazônica do Peru.

Índios isolados na beira do rio na Amazônia
De acordo com a organização ambiental, as fotos foram feitas pelos fotógrafo Diego Cortijo e Gabriela Gali durante uma expedição que buscava registrar pássaros na região amazônica.
Leia também: Funai identifica novo grupo de índios isolados na Amazônia

Foto: Gabrilea Gali/Survival
Tribo tem sido ameaçada pela expansão de madereiras ilegais
Segundo a Survival, é raro encontrar índios da tribo Mashco-Piro dentro do parque. A organização afirma que a expansão de madeireiras e empresas de extração de gás na região faz com que os índios fiquem em regiões mais protegidas da mata.




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Fonte: iG São Paulo | 31/01/2012
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30 de janeiro de 2012

Câncer: 10 passos para prevenir vários tipos de câncer‏.

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O lado positivo do desapontamento e da tristeza.

À primeira vista o titulo do artigo pode parecer um contra-senso. Como é que estarmos tristes e desapontados com algo ou acerca da vida pode ser positivo? Bem, na verdade nem sempre é, por isso coloco a ideia em “pode ser positivo“. Nas mensagens e ideias que transmito esforço-me sempre por ser razoável, criterioso, objetivo e ainda assim relativizar o suficiente para não cair em extremos. Claro que estarmos desapontados e tristes por vezes nada tem de benéfico, pelo contrário, causa-nos dor, indignação, desmotivação e acima de tudo um enorme mal-estar, prejudicando-nos a vida. Ou, a tristeza e o desapontamento podem apenas ser sentimentos que podem não estar fortemente relacionados com as situações concretas de vida, mas sim com uma análise mais geral da vida, podendo este sentimento ser temporário e casual, sendo que em termos funcionais pouco ou nada interfere com o desenrolar da nossa vida. Podemos ainda retirar enorme conhecimento e experiência dos nossos estados de tristeza e desapontamento, preparando-nos melhor para o futuro, ou simplesmente por percebermos que estávamos no caminho errado.
Muitas são a circunstâncias em que pode existir um lado positivo do desapontamento e tristeza. Se primeiro considerarmos a tristeza em geral, quando esta é sentida, pode materializar-se num sentimento de vazio, saudade, perda, desalento, decepção, porque o sistema de avaliação do nosso cérebro determinou que experimentámos uma perda significativa. Você pode querer ter alguém ou algo que é difícil de alcançar ou querer trazer de volta o que foi perdido. A tristeza é uma emoção dolorosa de desconexão de alguém ou algo que você valoriza ou quer dar valor. Difere qualitativamente e temporalmente do “luto”, que pode ter um impacto maior sobre a sua percepção do mundo e é mais duradouro.

SENTIR DESAPONTAMENTO E TRISTEZA É NATURAL

Para abordarmos o lado positivo desapontamento e da tristeza, temos de levar em consideração que é natural termos sentimentos negativos, que é natural por vezes sentirmos mal-estar, onde se inclui o sentimento de tristeza. Abordei esta questão no artigo: 007 permissão para ser humano, onde expliquei que não devemos repudiar a tristeza, medo, sentimentos negativos ou estados de humor diminuído. No artigo: O lado oculto da felicidade, referi que a profunda felicidade, é dominada por sentimentos felizes, mas também temperada com nostalgia e arrependimento e que podemos crescer através da adversidade. No artigo: Tristeza, qual o seu propósito?, explanei a questão que a tristeza tem o seu propósito bem definido.
A saber: O objectivo da tristeza é para o fazer sentir (lembrá-lo e alertá-lo) que algo foi perdido, que algo aconteceu que não lhe serve ou lhe provoca mal-estar.
A tristeza ajuda-nos a lembrarmos, em vez de esquecermos, o que desejámos ou o que desejamos. Promove a reflexão pessoal após uma perda que é ou foi importante para nós, e redireciona a atenção para o nosso interior de uma forma que pode promover a resignação e aceitação. Assim, o sentimento de tristeza tenta ajudá-lo, dando-lhe uma oportunidade de considerar o impacto da sua perda e a necessidade de rever os seus objetivos e estratégias para o futuro.
Informação técnica: Um estudo descobriu que a tristeza tende a diminuir a própria confiança nas primeiras impressões (Schwartz, 1990). Outro estudo concluiu que a experiência de tristeza leva a pessoa a lutar com a questão existencial dolorosa  de “Quem sou eu?” (Henretty, Levitt & Mathews, 2008).

A TRISTEZA TEM UMA FUNÇÃO ADAPTATIVA

Se a tristeza pode ajudá-lo a lembrar e aceitar a realidade, pode ajudá-lo a atingir uma determinada percepção para realinhar os seus objetivos, alertá-lo para ser cauteloso antes de tomar decisões e criar uma oportunidade para observar-se a si mesmo, então talvez o seu propósito de adaptação seja evidente: como todas as emoções, a tristeza, apesar de tudo o que o possa fazer sentir, está simplesmente tentando protegê-lo.
O desapontamento ou decepção é uma maneira profunda em que a tristeza é experienciada. As pessoas parecem fazer o que podem para evitar reconhecer que estão desapontadas, o que provoca algumas distorções de pensamento, conduzindo a um não reconhecimento da verdadeira decepção. Você pode decepcionar-se com o seu pai, seu filho, seu cônjuge, um amante, um empregador ou com o trabalho, um evento, ou consigo mesmo. Em qualquer caso, a decepção é a experiência de tristeza que envolve expectativas ou esperanças não realizadas. Quando você considera que poderia ter sido ou conseguido algo, em contraste com o que existe, tem ou conseguiu no presente, você pode experimentar o desapontamento ou a decepção.
Você pode experimentar o sentimento de raiva com o seu pai, cônjuge, parente, empregador, ou amigo, mas é  muito mais fácil sentir isso do que a sua decepção num relacionamento. O desapontamento ou decepção obriga a admitir que você não conseguiu o que queria ter, e é realmente mais fácil protestar com raiva (um sentimento enérgico e virado para a ação) do que é encontrar ou perceber a sua tristeza acerca do curso dos acontecimentos. De uma forma obstinada, a raiva irá permitir-lhe continuar idealizando o que poderia ter sido, e você vai persistir na sua obtenção só porque é o que você precisava naquele momento. O desapontamento ou decepção aceita a realidade.

DESAPONTAMENTO E TRISTEZA UMA VIA PARA A FELICIDADE

O desapontamento, tristeza e a felicidade estabelecem um paralelo. É como se andassem de mãos dadas, existindo uma forte relação e dependência. A vida é uma sequência de acontecimentos, e certamente que alguns desses acontecimentos flutuarão entre a tristeza e a felicidade, tendo pelo meio o desapontamento. Sempre que algo não nos  corre bem ou como desejávamos, temos uma enorme tendência para nos sentirmos desapontados (connosco, como os outros, com o mundo), e inevitavelmente sentimentos de tristeza aparecerão. A forma como conseguirmos lidar com a situação, de preferência relativizando, aceitando se necessário, partir para a ação e procurar soluções, tanto mais estaremos dando passos no caminho de voltarmos a restabelecer o equilíbrio emocional e resgatar a felicidade.
Na minha prática enquanto psicólogo eu percebo que a grande maioria das pessoas evitem o desapontamento e/ou decepção muito mais do que muitas outras experiências emocionais. O desapontamento ou a decepção tem como finalidade o reconhecimento de que você não tem, não conseguiu, ou nunca vai conseguir o que você queria. Por vezes assemelha-se um pouco ao medo do fracasso, a pessoa evita fazer algumas coisas para não ter de enfrentar a derrota ou a falha. No caso do desapontamento ou decepção, a pessoa evita sentir no sentido de não desistir ou assumir que não conseguiu algo ou que não aconteceu como desejado. Para se proteger a pessoa evita assumir que está desapontado.
Não estou a querer dizer que a pessoa deve desistir dos seus objetivos, nada disso. Estou a passar a informação que por vezes acontecem situações de vida que temos de aprender a aceitar as coisas como elas são: a própria realidade. Ao aceitarmos a tristeza e o desapontamento, ficamos numa posição de perceber os motivos de tais sentimentos, e de que maneira podemos utilizá-los para irmos ao encontro de soluções viáveis que nos façam sentir melhor e possam substituir o estado atual. O desapontamento e a tristeza, tal como todos os outros sentimentos, positivos e negativos, não são os acontecimentos em si, são avaliações e interpretações que fazemos acerca das coisas. Essas avaliações e interpretações são sentidas em nós (no nosso corpo) na forma de um sentimento. Esse sentimento transmite-nos informação, confirmando ou desconfirmando se o resultado das nossas ações, acontecimentos, ou ações dos outros nos são favoráveis ou desfavoráveis. No fundo, se nos fazem sentir bem ou mal.
A saber: O desapontamento e a tristeza, são sentimentos que transmitem informação útil no sentido de nos fazer chegar a mensagem que algo não está acontecendo como desejado. Se é algo que nos informa com dados que nos podem proteger, é positivo. Este lado positivo do desapontamento e da tristeza, permite-nos forjarmos linhas de pensamento positivo focado na solução para voltarmos a sentir-nos bem.
Eventualmente se está numa fase da sua vida em que abundam sentimentos de tristeza, leia o artigo: 10 Formas de sentir-se melhor consigo mesmo. Existe sempre a possibilidade de fazermos algo para contribuirmos para o nosso próprio bem-estar. É, no entanto necessário perceber que temos capacidade de conseguirmos influenciar os nossos pensamentos e consequentemente trabalharmos na criação de sentimentos que desejamos vir a sentir.




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Fonte: Escola Psicologia

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